quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Literatura

Escolas do Paraná publicam texto de João Justino em livro didático


O texto “Um sonho ecológico”, de João Justino Leite Filho, foi selecionado para fazer parte do livro didático do Governo do Paraná, chamado de Orientações Pedagógicas – Língua Portuguesa. O texto do escritor campo-limpense ilustra o livro ao lado de grandes nomes da literatura brasileira, como Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Amyr Klink, Luiz Fernando Veríssimo, Ziraldo, Rubem Alves, Vinicius de Moraes, Millôr Fernandes e Luiz Gonzaga.
De acordo com João Justino o livro didático está sendo utilizado por mais de cinco mil escolas do governo do Paraná. O escritor viaja para o Paraná na próxima semana para analisar um novo contrato. “Pode ser que eu assine um contrato com o governo do Paraná”, revelou o escritor.
UM SONHO ECOLÓGICO

Eu via o pôr-do-sol e meu lado criança entendia que o sol era uma pipa que estava sendo recolhida do céu por alguém que havia brincado o dia inteiro.
Minha imaginação permitiu que eu fosse uma gaIvota e tentasse acompanhar o espetáculo, de cima. Então, me senti de asas abertas, desafiando o vento e ganhando altura.
Quando escureceu de vez fui coruja e pela primeira vez pude ver na escuridão. De manhã, eu, andorinha em vôos rasantes, passei a centímetros de prédios, antenas, telhados...
Uma chuva me surpreendeu e, encharcado, mergulhei no oceano. Fui golfinho, polvo, fiz parte de cardumes, pesquisei as profundezas do mar, descobri cavernas, montanhas. Desafiei meus limites como baleia e fiquei encalhado na praia.
Sendo tartaruga me libertei da areia e fui lentamente caminhando em direção à mata, tomei banho de sol como crocodilo, fui ganhando patas ágeis, corpos flexíveis. Fui leopardo, tigre, antílope. Acho que tive o pescoço mais comprido do mundo, depois brinquei com a minha tromba, pensei em me ver no espelho e fiz muitas macaquices.
Dancei nos desertos como avestruz e, porque a sede bateu, fui camelo e me saciei no meu próprio reservatório.
Dei sustos, quando fui hipopótamo, brinquei bastante como foca, vivi bons momentos com rinoceronte e fico emocionado quando me recordo da minha vida de chinchila nas montanhas do Peru e do Chile.
Migrei como cegonha, vi Deus nos nascimentos.
O frio e o cansaço fizeram de mim um urso sonolento se preparando para hibernar.
Dormi o mais longo dos sonos e acordei pensando em continuar experimentando vidas irracionais. Só que meu lado racional me mostrou os riscos que eu havia corrido. Os homens podiam ter acabado com a minha vida de hipopótamo, interessados na minha pele e no marfim dos incisivos. Podiam ter me fuzilado em plena dança de avestruz, visando minhas longas penas brancas para fazerem enfeites. Se me encontrassem como foca, ou me matariam para confeccionar roupas esportivas com a minha pele, ou me levariam para fazer gracinhas que dão dinheiro. Minha preciosa vida podia ter sido abreviada por um arpão.
Pobre de mim se tivessem me visto como chinchila, como leopardo, como irracional. Corri sérios riscos de ser enjaulado, engaiolado, castrado, embalsamado. Como cegonha eu estaria migrando para o fim.
Por segurança, fui me levantando como ser humano e meu lado realista me disse: Muito cuidado com os homens!

Confira no site: http://www.scribd.com/doc/3289659/portugues-apoio-prof



terça-feira, 28 de outubro de 2008

FETEST

“Nervos de pescador” é destaque da 8ª edição do Fetest

A peça de teatro da E.E. Mário Pereira Pinto, “Nervos de pescador”, do diretor João Justino Leite Filho, foi um dos destaques da 8ª edição do Festival de Teatro Estudantil (Fetest), organizado pela diretoria de Cultura da Prefeitura de Campo Limpo Paulista. Apresentada no dia 23 de outubro, no Teatro Municipal, a peça rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante para o estudante Mauro Celso Alves da Silva Júnior, 16 anos, que fez o papel do bêbado que procurava emprego. A diretora da escola, Rosalva Teixeira Barros, que fez o papel da líder dos sem terras, recebeu a menção honrosa por ter sido a primeira diretora a atuar numa peça na história do evento.

“Nervos de pescador” conta a história do psicanalista Prudêncio que após enfrentar um trânsito caótico perde o compromisso marcado, e, em casa acaba brigando com a esposa e a empregada. Após ouvir um “tá estressado vai pescar”, ele resolve seguir o conselho a risca. A partir de então percebe que o método é importante para acalmar as pessoas e passa a atender seus pacientes que são de diversas classes sociais utilizando a pescaria.
A peça entra em questões sociais, como o número de crianças que somem no país, o MST, a questão do índio, entre outros. De acordo com o diretor, a peça consiste em 24 cenas, mas para o Fetest foram apresentados apenas 11 delas. “Estamos organizando uma nova peça com atores da escola e profissionais para ser apresentada em breve”, adiantou Justino.
O elenco total da escola Mário contou com 23 atores, três deles eram professores e mais a diretora. “Nervos de pescador” contou também com Alessandra Pomim como assistente de direção.



sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ao vivo

No dia 29 de setembro, João Justino Leite Filho, participou do programa Lance Livre, da TVE de Jundiaí, apresentado pelo jornalista Rivelino Teixeira. Além da presença do escritor, o programa contou também com a participação do editor-chefe do Jornal de Jundiaí, Sidney Mazzoni e o técnico do Paulista, Luiz Carlos Ferreira. Na ocasião João Justino apresentou o aparelho Rollover e cantou duas músicas de sua autoria ao lado de sua noiva Alessandra.

Na foto a cima, João Justino, mostrou aos presentes o Rollover


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Leitura e imaginação

Muitas vezes, quando lemos uma história, imaginamos os personagens vivendo outra história. Na nossa imaginação, eles adquirem vida própria, libertam-se do enredo e passam a viver outras situações.
Lembrei-me disso ao ler esta história de João Justino, que nos permite fazer três viagens dentro de um único livro. Ele mesmo se encarregou de libertar seus personagens dos limites de um só enredo, fazendo-os viver outras aventuras. Podemos ler o texto normal, do começo ao fim, ou apenas o texto impresso em azul ou vermelho. Cada um deles nos contará uma história, e sempre uma história bonita.
É a história da borboleta Haticaua, que vai em busca do Jardim de Hércon, o Jardim Encantado. É a bela história de uma viagem interior, pois é dentro de nós que se encontra esse jardim maravilhoso; resta saber se somos capazes de descobri-lo.
Temos certeza de que os leitores - crianças e adultos - gostarão dessa viagem literária e existencial. E, estimulados pelo exemplo do autor, encontrem no outro livros outras histórias.

Prefácio do livro Planície da Escolha escrito por Douglas Tufano

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Obra

Literatura

Livro 'Planície da escolha' é lançado com técnica inovadora

Ator, professor, músico, compositor, escritor e inventor. Tantas definições fazem de João Justino Leite Filho um artista único. Imagine, então, todas estas características compactadas em apenas um livro. É essa a proposta de ‘Planície da escolha’ (Editora Nacional), que conta a história da lagarta Haticaua prestes a se tornar uma borboleta, mas antes precisa vencer diversos desafios rastejando para voar num paraíso lendário. A obra ainda conta com o prefácio do professor Dougas Tufano e a capa da artista jundiaiense Alice Vilhena Coelho.
A história foi lançada pela primeira vez em 1987, pela Companhia Editora Nacional (fundada por Monteiro Lobato), e circulou até 1991, quando esgotou a sua tiragem. Na ocasião, o livro fez parte da coleção ‘Passe Livre’, que reunia contos de autores como Fernando Sabino e Rubem Braga.
A novidade do relançamento da história está na didática que Justino criou, aplaudida pela Ibep/Nacional (Instituto Brasileiro de Estudo e Pesquisa), onde ele inova utilizando os recursos de cores para contar três situações diferentes dentro do mesmo livro. Na cor preta, tem-se a história original; a azul encontra-se outra situação; e a magenta descobre-se o terceiro desfecho, concluído com uma letra de música de autoria do escritor-poeta.
Com a técnica ainda inédita, Justino mostra seu lado de inventor mesclado com seu talento de escritor, compositor e professor, pois a história, como ele próprio define é uma “lição de vida”. “Todo ser humano tem sonhos e todos encontram obstáculos a serem vencidos. Em alguns casos ele não consegue superar seus traumas e por isso precisa ser acolhido e estimulado; e então, enfrentar seus inimigos, acolher os amigos e identificar os hipócritas”, compara Justino os homens com o personagem principal de sua história.
O livro foi lançado com uma tiragem inicial de mil exemplares. Sendo que 700 cópias serão disponibilizadas às escolas que contam com livros adaptados pela Ibep. Os outros 300 exemplares estão à venda, neste primeiro momento, nos eventos de lançamento do livro.

Matéria públicada no Jornal A Verdade Regional

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Você Gestante

Crias um ser em ti
Que já se incomoda com teus
problemas
Permanece sereno quando estás em paz
Poderás admirá-lo em breve
Ele reconhecerá o teu tato
Seguirá teus passos
Te porá a cantar, a sonhar

Te forçará a aprender para
que possas ensinar
Te deixerá exausta de falar, mas lerá
teus olhos
Desarrumará tua roupa, teus cabelos, te achando linda
Lutará contigo pra ir junto
Horas ficarás louca da vida mas doida por ele
Que saberá arrancar teus risos
Que rirá de tuas graças sem graça
Te pedirá histórias
Te forçará a criar
Poderá vir a te "jogar-na-cara"
Mas não te abortará do coração
Será teu amigo
Carregando teu sangue, levando teus traços,
espalhando teu nome
Ouvirá teus sussurros quando tantos ignorarão teus berros
Apostará em ti
Acreditará nos teus talentos
Afinal, mulher, o ser que está em teu ventre
É predestinado a te amar
infinitamente
Firmamento